Texto editado para dar mais sentido pra mim:
Nos últimos meses mais ou menos, tenho ficado cada vez mais consciente das mortes dos meus colegas de luta. Sinto cada morte como uma ruptura, como se dilacerasse um pedaço de mim mesmo. Não vai haver ninguém igual a nós quando partirmos, assim como não há ninguém igual a nenhuma outra pessoa. Quando as pessoas morrem, não podem ser substituídas. Elas deixam buracos que não podem ser preenchidos, porque é o destino – o destino genético e neural – de cada ser humano ser um indivíduo único, achar seu próprio caminho, viver sua própria vida, morrer sua própria morte.
Texto original por Oliver Sacks:
"Nos últimos dez anos mais ou menos, tenho ficado cada vez mais consciente das mortes dos meus contemporâneos. Minha geração está de saída, e sinto cada morte como uma ruptura, como se dilacerasse um pedaço de mim mesmo. Não vai haver ninguém igual a nós quando partirmos, assim como não há ninguém igual a nenhuma outra pessoa. Quando as pessoas morrem, não podem ser substituídas. Elas deixam buracos que não podem ser preenchidos, porque é o destino – o destino genético e neural – de cada ser humano ser um indivíduo único, achar seu próprio caminho, viver sua própria vida, morrer sua própria morte."
Ficaria assim:
"Nos últimos meses mais ou menos, tenho ficado cada vez mais consciente das mortes dos meus colegas de luta. [...] sinto cada morte como uma ruptura, como se dilacerasse um pedaço de mim mesmo. Não vai haver ninguém igual a nós quando partirmos, assim como não há ninguém igual a nenhuma outra pessoa. Quando as pessoas morrem, não podem ser substituídas. Elas deixam buracos que não podem ser preenchidos, porque é o destino – o destino genético e neural – de cada ser humano ser um indivíduo único, achar seu próprio caminho, viver sua própria vida, morrer sua própria morte." Obs.: palavras em itálico não são as originais.
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
domingo, 16 de agosto de 2015
Não é só porque eu estou doente, tendo que usar oxigênio o tempo todo, limitada, não podendo fazer faculdade nem trabalhar, não conseguindo fazer coisas mínimas do dia a dia como arrumar a cama ou pendurar a roupa, que vou parar de viver a vida, ou ficar só reclamando esperando os dias passarem.
Apesar de toda a dificuldade, quero viver minha vida, claro que dentro do meu limite. Mesmo que meu limite seja beeem restrito, ainda tenho um cérebro, que pensa e se comunica com as pessoas. O meu limite físico depende do meu estado naquele momento, do meu humor, e também do emocional, como ânimo e força de vontade.
É engraçado que quando estou deitada vendo meu tablet ou assistindo tv, sem falta de ar, relaxada e tranquila, tenho vontade de fazer muitas coisas e fico pensando em fazer.
Mas às vezes, quando eu estou fazendo as coisas e fico cansada, as vontades todas somem e sinto como se o cansaço fosse me consumir, não aguentando fazer mais nada, só querendo deitar e descansar.
Por exemplo quando quero ir ao shopping, fico pensando em andar, quais lojas entrar, etc. Mas chego no shopping, ando um pouco e já canso, aí passo na frente da loja que queria ver, mas desisto de entrar por estar cansada e querer ir embora logo. É como se eu me arrrumasse toda pra ir ao ahopping, estar disposta, mas chegando lá já querer voltar pra casa.
É cansativo estar cansado o tempo todo. Não consigo mais me imaginar fazendo algumas coisas que eu fazia como subir determinada rua, ou tarefas de casa.
É como se eu estivesse presa dentro de uma bolha.
Meu cérebro está a mil, mas meu corpo não acompanha. E quando o corpo não acompanha, o cérebro para.
Apesar de toda a dificuldade, quero viver minha vida, claro que dentro do meu limite. Mesmo que meu limite seja beeem restrito, ainda tenho um cérebro, que pensa e se comunica com as pessoas. O meu limite físico depende do meu estado naquele momento, do meu humor, e também do emocional, como ânimo e força de vontade.
É engraçado que quando estou deitada vendo meu tablet ou assistindo tv, sem falta de ar, relaxada e tranquila, tenho vontade de fazer muitas coisas e fico pensando em fazer.
Mas às vezes, quando eu estou fazendo as coisas e fico cansada, as vontades todas somem e sinto como se o cansaço fosse me consumir, não aguentando fazer mais nada, só querendo deitar e descansar.
Por exemplo quando quero ir ao shopping, fico pensando em andar, quais lojas entrar, etc. Mas chego no shopping, ando um pouco e já canso, aí passo na frente da loja que queria ver, mas desisto de entrar por estar cansada e querer ir embora logo. É como se eu me arrrumasse toda pra ir ao ahopping, estar disposta, mas chegando lá já querer voltar pra casa.
É cansativo estar cansado o tempo todo. Não consigo mais me imaginar fazendo algumas coisas que eu fazia como subir determinada rua, ou tarefas de casa.
É como se eu estivesse presa dentro de uma bolha.
Meu cérebro está a mil, mas meu corpo não acompanha. E quando o corpo não acompanha, o cérebro para.
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